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Em março deste ano, Kenji Higuchi apresentou uma das soluções sem enxerto mais faladas nos últimos tempos: o conceito Trefoil. Numa reunião de especialistas de Bombaim, Nova Deli e Bangalore, Kenji Higuchi partilhou as memórias vividas com o Professor Branemark, com quem trabalhou em estreita colaboração para desenvolver o conceito Novum, um precursor do atual conceito Trefoil.

Kenji Higuchi e Giacomo Fabbri apresentaram aos médicos presentes vários casos clínicos e as vantagens do conceito Trefoil – reabilitação da mandíbula edêntula no próprio dia com uma prótese apoiada num implante definitivo. Em associação com mentores do Implant Study Group, Girish Rao e Anandakrishna GN, Kenji Higuchi e a sua equipa da Nobel Biocare demonstraram a versatilidade do conceito Trefoil.

Os clínicos puderam ter uma perceção do fluxo de trabalho do conceito, ao mesmo tempo que assistiam a uma demonstração cirúrgica ao vivo pelo centro de implantologia de Girish Rao (Mukha Facial Surgery, em Bangalore).

Na interação com os médicos presentes, Kenji Higuchi partilhou a sua convicção de que este conceito poderá trazer benefícios à população edêntula por todo o mundo, sublinhando que a mais recente tecnologia aplicada no conceito Trefoil irá não só beneficiar os pacientes, como aumentar a precisão em Implantologia.

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Foram recentemente apresentadas novas diretrizes globais para limpeza e manutenção de próteses dentárias. De acordo com a Dental Tribune, o documento foi desenvolvido por especialistas da Bélgica, Japão, Holanda, Suíça e Reino Unido, nomeadamente a Oral Health Foundation e o King’s College London, e vem responder à necessidade de criar “recomendações claras e fiáveis” para os utilizadores de próteses dentárias.

Os especialistas analisaram toda a literatura científica já publicada sobre o tema e sugerem os hábitos de higiene e de saúde oral que consideram ser os mais importantes para uma manutenção e limpeza adequadas das próteses dentárias.

Entre as medidas aconselhadas estão, por exemplo, a imersão diária das próteses dentárias numa solução/produto adequada para esse efeito ou a remoção das próteses dentárias removíveis durante a noite.

Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation e um dos envolvidos no desenvolvimento destas diretrizes, sublinha que “as nossas descobertas mostram que as pessoas que usam próteses dentárias utilizam diversas formas para as limpar. Isto vai desde o sabonete e água até às pastas de dentes, branqueadores e outros produtos comerciais. Com a quantidade de diferentes recomendações/diretrizes existentes isto não é uma surpresa e era preciso ser ‘resolvido’”.

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A nova tendência em matéria de saúde oral são os branqueadores à base de carvão e casca de coco. Mas quais os impactos na saúde dos consumidores?

A Associação Defesa do Consumidor (DECO) está a alertar os consumidores para os perigos dos branqueadores de dentes à base de carvão ativado e casca de coco. De acordo com a associação, estes branqueadores prometem dentes até nove tons mais brancos, mas “o carvão pode desgastar o esmalte, causar o recuo das gengivas e provocar sensibilidade dentária”.

Em causa estão produtos de marcas como a Georganics, Zebra Teeth Whitening ou Bali Teeth Whitening, que já motivaram várias queixas por parte dos consumidores, segundo a DECO. A associação diz ainda que não há provas científicas de que o carvão ativado melhore a saúde oral, uma ideia corroborada por Rita Alves, higienista oral da Clínica Dr. Hugo Madeira.

Ouvida pela SAÚDE ORAL, Rita Alves sublinha que “há que evidenciar que todos os produtos assinalados como ‘branqueadores’ não alteram a cor natural dos dentes. Devido ao seu carácter abrasivo permitem apenas retardar o aparecimento de pigmentação causada por hábitos do dia-a-dia. Perante o poder abrasivo destes produtos não é indicada a sua utilização diária, pois gradualmente provocam um desgaste da superfície dentária, do esmalte e também causam consequências a nível gengival.”

Não há estudos científicos

Sobre os branqueadores de dentes à base de carvão ativado e casca de coco, a higienista oral diz que “não existem estudos científicos que comprovem a ação destes produtos como agentes branqueadores, no entanto sabe-se que estes produtos atuam de forma abrasiva e, como tal, podem causar problemas aquando da sua utilização.”

Rita Alves defende ainda que “é importante reforçar a ideia de que para branquear os dentes tem de existir aconselhamento por parte do profissional de saúde oral e efetivamente só se vão obter resultados com a utilização de agentes branqueadores comprovados.”

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O Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral , vulgarmente conhecido por programa dos cheques-dentista, já chegou a cerca de 3,3 milhões de portugueses desde que foi lançado, em 2008. Atualmente, o programa abrange crianças e adolescentes até aos 18 anos que frequentam escolas públicas, idosos com complementos solidários, grávidas, portadores de VIH e pacientes com cancro da boca.

De acordo com o jornal Público, Jorge Simões, especialista em saúde pública e um dos mentores deste programa do Serviço Nacional de Saúde, defende que os cheques-dentista conseguiram “melhorar drasticamente” os indicadores de saúde oral.

Os números mostram que entre 2006 e 2013, o indicador de dentes com cáries, perdidos ou obturados caiu cerca de 20% nas crianças de 12 anos. “Se podemos dizer que há um nexo de causalidade óbvio, absoluto entre cheque-dentista e esta descida, não. O que podemos dizer é que seguramente também se deve ao cheque-dentista esta descida tão significativa”, sublinha em declarações ao jornal.

Em 2017, o programa de saúde oral contratou 4678 dentistas, num total de 8641 clínicas do país.

 

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Um grupo de investigadores da Universidade de Edimburgo desenvolveu uma lista dos 15 eventos que nunca devem ocorrer na prática clínica da medicina dentária. No artigo científico, publicado na Nature, os investigadores explicam que o documento é fruto da recolha de opiniões de profissionais da medicina dentária e tem como objetivo criar um consenso em relação aos incidentes de segurança que nunca devem acontecer na clínica dentária se forem aplicadas as medidas preventivas adequadas, à semelhança do que já existe para a medicina humana.

A consulta internacional a um painel de profissionais do setor resultou na definição de 15 regras do que nunca deve acontecer na prática clínica dentária:

  • Partir a mandíbula do paciente;
  • Arrancar o dente errado;
  • Tratar o paciente errado;
  • Injetar o anestésico errado;
  • Ferir o olho do paciente pela não utilização do material de proteção adequado;
  • Deixar objetos estranhos no organismo do paciente depois de procedimentos cirúrgicos;
  • Inalação de objetos estranhos pelo paciente;
  • Não esterilizar os instrumentos;
  • Não registar o historial de alergias do paciente na medicação;
  • Usar um material dentário num paciente com um historial de alergia a esse material dentário;
  • Prescrever um fármaco ao qual o paciente é alérgico;
  • Reutilizar materiais descartáveis em vez de os deitar fora;
  • Não referenciar o paciente para uma avaliação de cancro oral depois de as lesões do paciente não sararem depois de duas semanas de tratamento;
  • Não fazer rastreio ao cancro oral como parte dos check-ups de rotina;
  • Prescrever medicação incorreta a crianças.

Aziz Sheikh, um dos investigadores envolvidos neste estudo, explica que “a definição de eventos que nunca devem ocorrer é uma forma importante de identificar falhas em procedimentos que podem colocar o paciente em risco. Ao listar um consenso em relação aos eventos que nunca devem ocorrer em medicina dentária esperamos conseguir que os regulares e os órgãos profissionais sem capazes de determinar a sua frequência e reduzir a sua ocorrência”.

 

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